AROMATERAPIA, GESTAÇÃO, PARTO E PÓS-PARTO

Actualizado: ene 4


Este é o primeiro artigo de uma série de 3 nas quais se abordara o uso da aromaterapia na maternidade, mais específicamente na gestação, parto e pós parto.

Aromaterapia na Gestação

A ação do Óleos Essenciais

A ação dos compostos voláteis dos óleos essenciais se dá graças à sua afinidade em particular pela amígdala, estrutura que faz parte do sistema límbico e que é situada acima do córtex cerebral, responsável pela cognição social e emoções (memórias), influenciando assim respostas emocionais. Para saber más sobre aromaterapia y emociones lee el artigo publicado anteriormente en este blog.

Além disso, devido a sua composição química com propriedades antissépticas, estimulantes, calmantes, antivirais, anti-inflamatórias, imuno-estimulantes, entre outras, os OEs agem no corpo físico produzindo efeitos fisiológicos; os OEs possuem moléculas semelhantes ao neuropeptideos, capazes de atravessar a barreira hematoencefálica, agindo rapidamente em centros nervosos como o hipotálamo, glândula responsável diretamente pela hipófise e indiretamente pela adrenal, gônadas, tireoide, mamárias e diversos tecidos orgânicos.

Ao induzir o sistema límbico a liberar endorfinas, encefalinas e serotonina, neurotransmissores relacionados ao prazer, redução da dor e regulação do sono, o aroma agradável dos OEs produz respostas emocionais positivas, melhorando o humor, reduzindo a tensão nervosa, a ansiedade, a dor e o estado de confusão mental.

Gestação

Para além do sentimento de empoderamento na gestante e do imprinting psicológico positivo na vida do recém nascido, a Aromaterapia na gestação pode aliviar sintomas de cansaço e dores nas costas, reduzir enjoos, constipação, preocupações, ansiedade, insônia, depressão, os quais vale ressaltar, são muito comuns nessa fase.

O aumento da ansiedade na gestação está associado com mudanças no eixo HPA (hipotálamo-pituitária-adrenal). Ao final da gestação (terceiro trimestre), a gestante apresenta um aumento significativo do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio liberado em situações de estresse. Estudos apontaram que mães que tiveram partos prematuros apresentaram um aumento significativo de ACTH quando comparadas às mulheres com gravidez a termo (37 semanas ou mais). Esse hormônio pode ser produzido pela placenta, comprometendo o desenvolvimento do tubo neural (1° trimestre ) e alterando as conexões neurais (3° trimestre), podendo provocar consequências psicológicas no desenvolvimento da criança como hiperatividade, dislexia, falta de atenção e autismo.

Pesquisas perinatais confirmam a existência de habilidades especiais e características de sensibilidade durante a gestação e nos primeiros meses de vida do bebê. Observou-se que o bebê, ainda na fase uterina, já possui certa percepção do meio interno e externo através de odores, sabores, sons, vozes e tato.

Bruce Lipton alerta em seu best-seller “A biologia da Crença” 2005 que as informações absorvidas pelos pais atravessam a placenta e ajudam a formar a fisiologia do feto. Segundo a teoria da epigenética, o genes não seriam os únicos responsáveis por passar as características biológicas de uma geração a outra: as variações não genéticas adquiridas durante a vida de um organismo podem ser repassadas ao seus descendentes. Em resumo, o genes e o DNA podem também ser manipulados pelas crenças.

Os óleos essenciais na gestação

Os óleos essenciais de hortelã pimenta (Mentha piperita), Hortelã do Campo (Mentha Arvensis), graças a suas propriedades digestivas e analgésicas, ajudam a aliviar náuseas, enjoos e dores de cabeça, além de aliviarem os gosto amargo da boca que pode surgir na gestação. O aroma herbal e refrescante desses dois óleos também proporcionam energia rejuvenescedora, melhora a concentração e purifica os corpos mentais e emocionais, acalmando temperamentos impulsivos e explosivos.

O óleo essencial de Gengibre (Zingiber officinalis), com aroma terroso, quente e amadeirado e com propriedades digestivas, alivia náuseas e enjoos, combate a prisão de ventre, trazendo ao mesmo tempo uma sensação de aterramento e ajudando a dissipar dúvidas.

A azia, muito comum durante a gestação, pode ser atenuada com os óleos essenciais de Camomila Romana (Anthemis Nobilis) e Petit grain (Citrus Auratium). O óleo essencial de Camomila Romana é um excelente tônico digestivo, carminativo e colagogo e seu aroma adocicado e herbal traz temperança, conforto, amenizando estados de choque, traumas, melancolia e pesadelos noturnos. Desenvolve o amor e a capacidade de perdoar.

O aroma folhoso, cítrico e adstringente do óleo essencial de Petit Grain, além de tratar distúrbios gástricos, acalma os pensamentos, trazendo foco para o coração, permitindo-nos recuar diante dos problemas. Inspira autoconfiança, alivia dores emocionais e tristezas oriunda de decepções, melhorando estados depressivos e ansiedade.

O óleo essencial de lavanda (L. Angustifolia) , definitivamente os mais versátil dos óleos essenciais, alivia dores de cabeça leves e moderadas, desconforto abdominal, e em sinergia com o óleo essencial de limão (Citrus Limon), pode ajudar melhorar vômitos. Também atua como regenerador da pele, ajudando a combater estrias. Seu aroma fresco e suave e suas propriedades ansiolíticas, relaxantes e sedativas, ajudam a controlar a emotividade e irritabilidade, combate esgotamento mental, traz calma, aliviando sintomas de ansiedade e depressão e proporcionando sensação de bem-estar.

O óleo essencial de Laranja doce (Citrus Sinensis), com seu aroma frutal, cítrico e suave, libera a energia estagnada, proporcionando leveza, serenidade, alegria, disposição, além de induzir o sono reparador. Pode ser usado em massagens para aliviar a circulação local, reduzindo celulite. Graças a suas propriedades diuréticas, atenua a retenção de água, além de ser um excelente regulador intestinal, melhorando a prisão de ventre que pode surgir na gestação.

Os aromas dos óleos essenciais cítricos de Bergamota (Citrus Bergamia) - frutal, doce, delicado e cítrico –, Mandarina ( Citrus reticulata) - frutal e refrescante - e Grapefruit (citrus paradisis) - cítrico e amargo – são recomendados para melhorar os estados depressivos. O óleo essencial de Bergamota dissipa negatividade, ilumina o coração, desenvolve autoestima e o amor próprio, despertando tranquilidade e liberdade emocional. O óleos essenciais de Mandarina e Grapefruit são equilibradores do sistema nervoso, estimulantes, devolvem alegria, leveza, jovialidade e espontaneidade, nos colocando em sintonia com nosso ritmo interno, amparando estados melancólicos e desenvolvendo a capacidade de se relacionar com os demais.

Os aroma florais como Rosa (Rosa Dasmacena), Jasmin (Jasminum sambac), Néroli (Citrus Aurantium), Gerânio (Perlagonium graveolens) melhoraram os estados depressivos e ansiosos, proporcionando sensação de bem-estar. O aroma intenso e de vibração elevada do óleo essencial de rosa é sedativo do sistema nervoso, promove o desabrochar do coração, melhorando o humor, a autoconfiança e elevando o campo vibracional. O óleo essencial de jasmim é calmante do sistema nervoso, e seu aroma floral e intensamente adocicado promove reconforto, tranquilizando a mente em momentos de desgaste emocional; O jasmin inspira paixão, feminilidade e romance, estimulando a liberação de endorfinas, melhorando, portanto, estados ansiosos. O aroma floral e cítrico do óleo essencial de Néroli aumenta os níveis de serotonina, devolvendo a alegria, melhorando insônia, ansiedade e irritabilidade e reconfortando em casos de choques emocionais e pensamento obsessivos; também pode ajudar em casos de polaciúria (vontade de urinar com frequência). O aroma picante e adocicado do Gerânio confere energia arquétipa do sagrado feminino, devolve segurança, traz estabilidade emocional, dissipa o medo e fortalece a autoestima; é excelente estimulante da circulação, auxiliando a reduzir edema, retenção de água e celulite.

Os aromas dos óleos essenciais resinosos de Olibano ( Boswellia sp)- profundo e resinoso - e do Benjoin (Styrax tonkinensis) - doce e terroso - são purificadores, despertam a espiritualidade, inspiram os estados meditativos e de reverência ao sagrado. Ajudam a dissipar energia negativa e obsessiva, além de melhorar doenças psicossomáticas. O óleo essencial de Olibano, graças as suas propriedades regeneradoras da pele, atua no combate às estrias.

Os aromas florestais como Abeto (Abies alba) e Cipreste (Cupressus sempervirens) também melhoram estados depressivos e ansiosos. O óleo essencial de Abeto é inibidor dos hormônios do estresse (cortisona) e seu aroma herbal, terroso e amadeirado promove relaxamento e expressão sincera, ajuda a liberar o medo, harmonizar a atividade mental, melhora a memória e a insônia. O aroma herbal e refrescante do cipreste dissolve mágoas acumuladas, sentimentos de culpa e tristeza, promove silêncio interior, melhora estados melancólicos e dificuldade de concentração; além disso, o óleo essencial de cipreste, graças a suas propriedades vasoconstritoras e anti-inflamatórias é, assim como a lavanda e a laranja doce, útil no tratamento de hemorróidas e varizes.

A posologia e modo de administração do óleos essenciais, não somente durante o período gestacional, parto e pós-parto, mas também de forma geral, deve ser acompanhada por profissionais habilitados. Além disso, levando em conta que no pós-parto a puérpera está acompanhada do recém nascido, é absolutamente desaconselhado utilizar os óleos essenciais sem o aconselhamento de um terapeuta, haja vista a toxicidade de alguns óleos essenciais. No espaço de terapias temos o assessoramento qualificados de profissionais que podem apoiar às mulheres na experiência da maternidade e uso da aromaterapia.

Também publicado em :

http://www.espaciodeterapias.es/pt/blog/13/aromaterapia-embarazo


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